Campinas registra 18 denúncias de preços abusivos de combustíveis após início da guerra contra Irã

  • 20/03/2026
(Foto: Reprodução)
Procon registra queixas contra alta nos preços dos combustíveis em Campinas O Procon de Campinas (SP) recebeu 18 denúncias de consumidores por possíveis preços abusivos de combustíveis desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro. As denúncias foram registradas até 19 de março - o que representa quase 1 queixa realizada por dia. As reclamações envolvem gasolina, diesel, etanol e GNV, em diferentes regiões da cidade - confira abaixo. Ainda segundo o Procon, nesse mesmo período em 2025 (28/2 a 19/3), nenhuma reclamação do tipo foi registrada pelo órgão na metrópole. 🔎 Os preços do barril do petróleo e derivados registraram fortes altas nas últimas semanas. Ataques a refinarias e reservas, além do impasse pelo Estreito do Ormuz, pressionam o mercado. O governo federal anunciou diminuição de tributos e um subsídio de R$ 0,32 para o diesel, mas o efeito ainda não é sentido nas bombas. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Para o diretor do Procon, Paulo Giglio, um aumento de valores não é automaticamente considerado abusivo, mas a guerra, por si só, não justifica reajustes, já que seus efeitos recaem principalmente sobre importadores. Já o Recap, sindicato que representa os postos na região, disse que os aumentos observados no período são resultado de repasses diários feitos pelas distribuidoras, e que os postos têm apenas repassado os custos conforme novas compras são realizadas. 📍 Onde ocorreram as denúncias Segundo o Procon, as 18 denúncias estão distribuídas da seguinte forma: Região Norte: 7 Região Leste: 6 Região Noroeste: 2 Região Sul: 1 Região Sudeste: 1 Região Sudoeste: 1 Campinas registra 18 denúncias de preços abusivos de combustíveis após início da guerra contra Irã Reprodução/EPTV Os tipos de combustíveis citados nas denúncias foram: Gasolina: 14 Diesel: 5 Etanol: 3 GNV: 2 🛢️ O que dizem Procon e Recap? Campinas registra 18 denúncias de preços abusivos de combustíveis após início da guerra contra Irã Reprodução/EPTV O diretor do Procon Campinas, Paulo Giglio, explicou que a simples alta de preços não caracteriza abuso: “O simples fato de ter um reajuste de valores não significa necessariamente que o preço é abusivo. Para isso, precisamos verificar se o revendedor teve aumento nos seus custos". Porém, Giglio reforçou que os efeitos da guerra não podem ser usados como justificativa automática. "A situação externa, a situação de guerra, é uma situação que atinge os importadores, não diretamente os revendedores dos postos de combustível", afirmou. Segundo o diretor, as denúncias são analisadas caso a caso. Após a fiscalização, o Procon notifica a gerência do posto, que tem um prazo para apresentar defesa, e a resposta é analisada. Os dados, então, são repassados para a Secretaria Nacional do Consumidor. "Então, eu tenho que comprovar para que demonstre que não é abusivo, mesmo que seja um aumento relevante. Eu tenho que comprovar que está mais caro para eu comprar, eu tenho que comprovar que os meus custos aumentaram, de forma a afastar a desconfiança de que aquilo é um oportunismo, que por conta de uma notícia internacional eu estou me aproveitando de uma situação delicada para aumentar minha margem de lucro", detalhou. O Recap, por sua vez, afirma que os aumentos têm origem nos repasses feitos pelas distribuidoras desde o início do conflito. "Desde o início da guerra, realmente tem havido repasses de preço por parte das distribuidoras. Esses repasses têm sido quase que diários, e os postos não têm alternativa a não ser repassar esse custo para o consumidor", afirmou o diretor do sindicato, Rodrigo Spadaccia Queiroz. Para Queiroz, é possível que haja novos aumentos por conta do cenário de incerteza e do preço do barril do petróleo. "No Brasil, nós ainda dependemos de quase 30% de importação de diesel para suprir o mercado, e 10% da gasolina. Então, é inevitável que esses custos cheguem ao consumidor, mesmo a Petrobras não fazendo esse repasse, por conta desse percentual de importação", disse. Imagem de arquivo mostra abastecimento de carro em posto de combustíveis. Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2026/03/20/campinas-registra-18-denuncias-de-precos-abusivos-de-combustiveis-apos-inicio-da-guerra-contra-ira.ghtml


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